Categoria: Geral

É perigoso beber água pesada? Que gosto tem?

Cody segurando frasco da substância
Primeiro, o que é a água pesada?
Como já escrevi neste blog. “O óxido de deutério, que é também chamado de água pesada ou água deuterada, é uma molécula que contém dois átomos de deutério e um de oxigênio (D2O), em uma forma muito semelhante à da água (H2O). Na água pesada o deutério é um isótopo do hidrogênio, e possui um nêutron e um próton em seu núcleo. Sendo que o hidrogênio contém um núcleo com apenas um próton. E os dois apresentam um elétron.

Mas, é perigoso beber esse tipo de substância?
Como toda substância, o perigo está na quantidade. E somente seria um problema se pelo menos 25% de toda água do organismo fosse substituída por água pesada.
Cody Don Reeder, do canal Cody’s Lab – com sua coragem ímpar – resolveu beber um pouco de água pesada para demonstrar que não é algo extremamente perigoso; e também para se certificar de que a água pesada tem um sabor levemente adocicado! Para evitar desperdícios o Cody guardou a urina que produziu nas próximas horas e tentar recuperar o deutério que era eliminado do corpo!

Vídeo com legenda em português. Veja como ativar a exibição.

Não existe um perigo de intoxicação por radioatividade porque a água pesada não é radioativa.

A Wikipedia (em inglês) traz uma curiosa história envolvendo água pesada. AVISO: Esta história pode ser falsa, e se alguém tem algum detalhe sobre a veracidade deixe uma mensagem nos comentários deste blog.
“Em 1990, um funcionário descontente da Estação Nuclear Nuclear de Point Lepreau no Canadá obteve uma amostra (estimada como cerca de “meio copo”) de água pesada do circuito primário de transporte de calor do reator nuclear e colocou em um dispensador de bebidas na cafeteria do local. Oito funcionários beberam uma parte da água contaminada. O incidente foi descoberto quando os funcionários forneceram amostras de urina para bioensaio apresentando níveis elevados de trítio. A quantidade de água pesada envolvida estava muito abaixo dos níveis que poderiam induzir toxicidade de água pesada, mas vários funcionários receberam doses elevadas de radiação por trítio e produtos químicos ativados por nêutrons na água. Este não foi um incidente de envenenamento por água pesada, mas sim envenenamento por radiação de outros isótopos presentes na água pesada usada em um reator nuclear. Alguns serviços de notícias não tiveram o cuidado de distinguir esses pontos, e parte do público ficou com a impressão de que a água pesada é normalmente radioativa e mais tóxica do que é.”

É muito difícil de encontrar água pesada para vender, além de ser um produto bastante caro; então acho que não preciso alertar que isso não deve ser repetido! 😉

Legenda e texto escritos por Prof. Dr. Luís Roberto Brudna Holzle ( luisbrudna@gmail.com ).

Química em prática

frascos de reagentes e resultados
Tornar a química em um hobby prático e caseiro não é uma tarefa fácil. Os reagentes costumam ser caros, difíceis de encontrar ou então perigosos para o manuseio. Mas isto não assusta Léo Corradini, que é um dos poucos químicos que se aventuram por essa área – usando a criatividade e perseverança ele contorna todas estas dificuldades.

Os projetos de Léo Corradini são descritos e atualizados no grupo no Facebook – POTÁSSIO – 40.]

Veja alguns exemplos do que você pode encontrar por lá:
Ensaio para detectar chumbo no esmalte de uma caneca
Protótipo de um polarímetro para detectar e quantificar substâncias que apresentam atividade óptica.
Detecção do íon de magnésio no sal rosa do Himalaia
Detecção de chumbo na fumaça produzida pelo fluxo de solda no momento da fusão
Ensaio da radioatividade de uma amostra de poeira da cozinha

Legenda em português no YouTube

Vários vídeos que publicamos neste blog possuem a opção de legendas em português.

Dependendo da configuração feita pelo usuário as legendas podem não aparecer automaticamente.

Para ativar a exibição em português siga os passos mostrados abaixo.

1-
primeiro passo

2-
segundo passo

3-
terceiro passo

O poder da solução Piranha

algodão em solução piranha
A poderosa mistura de ácido sulfúrico com peróxido de hidrogênio é conhecida como ‘solução piranha’.

O canal NileRed mostra como a solução deve ser preparada e os cuidados que se deve ter com o manuseio desse tipo de solução. Um chumaço de algodão é dissolvido em poucos segundos em contato com o material para demonstrar o que aconteceria com uma peça de roupa em contato com a Piranha.

Veja as proporções e método de preparo no vídeo abaixo.
Vídeo com legendas em português. Ative a legenda usando o botão CC que aparece no vídeo.

Texto e legenda (contribuição) por Prof. Dr. Luís Roberto Brudna Holzle.

Estrelas velhas… novas moléculas!

Water-building_molecule_in_Helix_Nebula_node_full_image_2
Hubble image: NASA/ESA/C.R. O’Dell (Vanderbilt University), M. Meixner & P. McCullough (STScI); Herschel data: ESA/Herschel/SPIRE/MESS Consortium/M. Etxaluze et al.

Com base do estudo feito no observatório espacial Herschel da ESA, foi descoberto entre as cinzas de estrelas mortas (semelhantes ao nosso Sol), moléculas vitais para a formação da água – os íons OH+.

Todas as estrelas (nosso Sol inclusive) passam por 3 fases: nascimento, meia idade e maturidade. Como sabemos, hidrogênio e hélio são os elementos mais comuns encontrados no universo; esses dois elementos formam uma nuvem imensa de gás chamadas nebulosas. Nessas regiões a força gravitacional é maior, fazendo as nebulosas se contraírem, aumentando a sua temperatura até o ponto de “acender” o combustível nuclear e iniciar a fusão de hidrogênio, nascendo uma estrela (um Sol). Quando as estrelas de tamanhos pequenos à médios como o nosso Sol se aproximam do final de suas vidas, elas tornam-se densas estrelas anãs brancas. Ao fazer isso, elas lançam as suas camadas exteriores de gás e poeira no espaço, criando um caleidoscópio de padrões complexos conhecidos como nebulosas planetárias que serão a base da nova geração de estrelas. Enquanto estrelas novas são capazes de produzir os elementos mais pesados, foi descoberto que nas nebulosas planetárias há uma grande proporção de “elementos da vida” mais leves, como carbono, nitrogênio e oxigênio – feitos por fusão nuclear no interior de uma ‘estrela-mãe’.

Quando esgotado o hidrogênio nas anãs brancas, é derramada intensas radiações ultravioleta em sua volta destruindo moléculas que já haviam sido expelidas pela estrela que estão ligadas em grupos ou anéis de material visto em volta das nebulosas planetários, pensava-se que em sua volta não restringia-se formação de novas moléculas. Mas, com o estudo feito usando o observatório Herschel, descobriu-se que a molécula OH+, que é vital para a formação de água, aparece neste ambiente adverso e, talvez, mesmo depende dele para se formar.

Fonte: Esa

Texto escrito por Bruna Lauermann.

Reação do cão que late

chama percorrendo tubo de vidro
Uma reação entre dois gases, o dissulfeto de carbono (CS2) e o óxido nitroso (N2O), quando realizada em um longo tubo, produz um forte brilho e um som que lembra muito um latido de um cachorro.
A equipe do Periodic Videos fez, talvez, a primeira filmagem desta reação com uma câmera super rápida, sendo possível observar com detalhes o que ocorre durante o percorrer da reação pelo tubo.
Para espanto dos químicos, é possível ver que a reação tem uma espécie de oscilação pelo tubo, que ocorre cada vez mais rápido à medida que vai ao fundo. O Professor Martyn e seus colegas deduzem que isso ocorre pela presença da onda de choque causada pela rapidez com que a reação ocorre, percorrendo então o recipiente em um movimento parecido com o que uma bola de borracha picando.

A demonstração guarda alguns perigos, e só deve ser realizada por pessoal especializado e com uso de equipamentos de proteção adequados. Um alerta disso é a descrição presente no artigo “Taming the Barking Dog”, da revista Journal of Chemical Education de maio de 2006, que relata um acidente ocorrido durante uma dessas demonstrações:

O acidente [resultante da reação ‘Cão que late’] teria sido fatal para Liebig se a sua caixa de rapé não tivesse impedido uma grande lasca de vidro de penetrar sua artéria femoral.

Liebig, citado no trecho acima, é Justus von Liebig, um famoso químico alemão que viveu entre 1803 e 1873.

Vídeo com legendas em português. Ative pelo YouTube.

Texto escrito por Prof. Dr. Luís Roberto Brudna Holzle.