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Química em prática

frascos de reagentes e resultados
Tornar a química em um hobby prático e caseiro não é uma tarefa fácil. Os reagentes costumam ser caros, difíceis de encontrar ou então perigosos para o manuseio. Mas isto não assusta Léo Corradini, que é um dos poucos químicos que se aventuram por essa área – usando a criatividade e perseverança ele contorna todas estas dificuldades.

Os projetos de Léo Corradini são descritos e atualizados no grupo no Facebook – POTÁSSIO – 40.]

Veja alguns exemplos do que você pode encontrar por lá:
Ensaio para detectar chumbo no esmalte de uma caneca
Protótipo de um polarímetro para detectar e quantificar substâncias que apresentam atividade óptica.
Detecção do íon de magnésio no sal rosa do Himalaia
Detecção de chumbo na fumaça produzida pelo fluxo de solda no momento da fusão
Ensaio da radioatividade de uma amostra de poeira da cozinha

Legenda em português no YouTube

Vários vídeos que publicamos neste blog possuem a opção de legendas em português.

Dependendo da configuração feita pelo usuário as legendas podem não aparecer automaticamente.

Para ativar a exibição em português siga os passos mostrados abaixo.

1-
primeiro passo

2-
segundo passo

3-
terceiro passo

O poder da solução Piranha

algodão em solução piranha
A poderosa mistura de ácido sulfúrico com peróxido de hidrogênio é conhecida como ‘solução piranha’.

O canal NileRed mostra como a solução deve ser preparada e os cuidados que se deve ter com o manuseio desse tipo de solução. Um chumaço de algodão é dissolvido em poucos segundos em contato com o material para demonstrar o que aconteceria com uma peça de roupa em contato com a Piranha.

Veja as proporções e método de preparo no vídeo abaixo.
Vídeo com legendas em português. Ative a legenda usando o botão CC que aparece no vídeo.

Texto e legenda (contribuição) por Prof. Dr. Luís Roberto Brudna Holzle.

Estrelas velhas… novas moléculas!

Water-building_molecule_in_Helix_Nebula_node_full_image_2
Hubble image: NASA/ESA/C.R. O’Dell (Vanderbilt University), M. Meixner & P. McCullough (STScI); Herschel data: ESA/Herschel/SPIRE/MESS Consortium/M. Etxaluze et al.

Com base do estudo feito no observatório espacial Herschel da ESA, foi descoberto entre as cinzas de estrelas mortas (semelhantes ao nosso Sol), moléculas vitais para a formação da água – os íons OH+.

Todas as estrelas (nosso Sol inclusive) passam por 3 fases: nascimento, meia idade e maturidade. Como sabemos, hidrogênio e hélio são os elementos mais comuns encontrados no universo; esses dois elementos formam uma nuvem imensa de gás chamadas nebulosas. Nessas regiões a força gravitacional é maior, fazendo as nebulosas se contraírem, aumentando a sua temperatura até o ponto de “acender” o combustível nuclear e iniciar a fusão de hidrogênio, nascendo uma estrela (um Sol). Quando as estrelas de tamanhos pequenos à médios como o nosso Sol se aproximam do final de suas vidas, elas tornam-se densas estrelas anãs brancas. Ao fazer isso, elas lançam as suas camadas exteriores de gás e poeira no espaço, criando um caleidoscópio de padrões complexos conhecidos como nebulosas planetárias que serão a base da nova geração de estrelas. Enquanto estrelas novas são capazes de produzir os elementos mais pesados, foi descoberto que nas nebulosas planetárias há uma grande proporção de “elementos da vida” mais leves, como carbono, nitrogênio e oxigênio – feitos por fusão nuclear no interior de uma ‘estrela-mãe’.

Quando esgotado o hidrogênio nas anãs brancas, é derramada intensas radiações ultravioleta em sua volta destruindo moléculas que já haviam sido expelidas pela estrela que estão ligadas em grupos ou anéis de material visto em volta das nebulosas planetários, pensava-se que em sua volta não restringia-se formação de novas moléculas. Mas, com o estudo feito usando o observatório Herschel, descobriu-se que a molécula OH+, que é vital para a formação de água, aparece neste ambiente adverso e, talvez, mesmo depende dele para se formar.

Fonte: Esa

Texto escrito por Bruna Lauermann.

Reação do cão que late

chama percorrendo tubo de vidro
Uma reação entre dois gases, o dissulfeto de carbono (CS2) e o óxido nitroso (N2O), quando realizada em um longo tubo, produz um forte brilho e um som que lembra muito um latido de um cachorro.
A equipe do Periodic Videos fez, talvez, a primeira filmagem desta reação com uma câmera super rápida, sendo possível observar com detalhes o que ocorre durante o percorrer da reação pelo tubo.
Para espanto dos químicos, é possível ver que a reação tem uma espécie de oscilação pelo tubo, que ocorre cada vez mais rápido à medida que vai ao fundo. O Professor Martyn e seus colegas deduzem que isso ocorre pela presença da onda de choque causada pela rapidez com que a reação ocorre, percorrendo então o recipiente em um movimento parecido com o que uma bola de borracha picando.

A demonstração guarda alguns perigos, e só deve ser realizada por pessoal especializado e com uso de equipamentos de proteção adequados. Um alerta disso é a descrição presente no artigo “Taming the Barking Dog”, da revista Journal of Chemical Education de maio de 2006, que relata um acidente ocorrido durante uma dessas demonstrações:

O acidente [resultante da reação ‘Cão que late’] teria sido fatal para Liebig se a sua caixa de rapé não tivesse impedido uma grande lasca de vidro de penetrar sua artéria femoral.

Liebig, citado no trecho acima, é Justus von Liebig, um famoso químico alemão que viveu entre 1803 e 1873.

Vídeo com legendas em português. Ative pelo YouTube.

Texto escrito por Prof. Dr. Luís Roberto Brudna Holzle.

Quiralidade como uma luva

mão sobre quadro branco
Esta imagem permite fazer uma analogia e imaginar como funciona a quiralidade em um composto químico. Usando como exemplo uma mão, vemos que se desenharmos uma mão esquerda em um quadro branco e tentarmos sobrepor uma mão direta sobre a imagem, não ocorrerá um encaixe adequado do desenho com a mão. O mesmo pode ser notado quando alguém tentar apertar a mão direita de uma pessoa usando a mão esquerda; ou tenta utilizar uma luva trocada.
Tal fenômeno existe também na química, pois algumas estruturas químicas inicialmente pareceriam ter a mesma função, por terem os mesmos átomos. Na verdade apresentam atividades diferentes por terem tais átomos ligados em posições que os diferenciam; da mesma forma como uma mão direita é diferente de uma mão esquerda – não pela existência dos dedos, mas pela posição destes.
Digamos, por exemplo, que a mão desenhada no quadro fosse uma fechadura que só é ativada com a chave certa; e neste exemplo somente a mão esquerda seria a “chave” certa para ativar esta “fechadura”. Analogia semelhante pode ser aplicada na função biológica de certas moléculas, que agem somente quando existe um “encaixe” adequado. E# somente a molécula com a “estrutura certa” poderia servir na posição certa.

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Este trabalho de http://www.emsintese.com.br/2013/quiralidade-como-uma-luva/, foi licenciado com uma Licença Creative Commons – Atribuição-NãoComercial-CompartilhaIgual 3.0 Não Adaptada.

Texto escrito por Lígia Bartmer.