Categoria: Vídeos

A verdadeira Serpente do Faraó

reação de decomposição
Um experimento muito interessante e fascinante é conhecido como ‘Serpente do Faraó’. Pela internet existem diversas demonstrações e algumas versões. Infelizmente o verdadeiro experimento da famosa ‘Serpente do faraó’ envolve materiais extremamente tóxicos com resíduos também muito tóxicos. A solução é apreciar a beleza em vídeos no Youtube! 😉

O canal NileRed mostra os procedimentos experimentais, e para isto ele utilizou:
– 4 gramas de tiocianato de potássio (KSCN)
– 0,3 mL de mercúrio (Hg)
– 15 mL de ácido nítrico concentrado (pelo menos 65%)

A demonstração da serpente é uma decomposição do tiocianato de mercúrio (II) [(Hg(SCN)2)] e envolve as seguintes reações:
2Hg(SCN)2 → 2HgS + CS2 + C3N4

O CS2 vai sofrer combustão
CS2 + 3O2 → CO2 + 2SO2

Parte do C3N4 que é a estrutura da ‘serpente’ irá se decompor
2C3N4 → 3(CN)2 + N2

E o HgS também pode reagir com o oxigênio
HgS + O2 → Hg + SO2

O vídeo tem legendas em português. Se não conseguir visualizar a legenda, clique aqui e veja como ativar.

Para os fascinados na beleza da reação o NileRed fez uma versão com um vídeo em qualidade 4k (alta definição).

a caveira avisou!

Jamais realize este experimento sem equipamento de proteção adequados – descuidos podem resultar em morte. Os resíduos devem ser descartados em local apropriado e com tratamento técnico específico. Não coloque no lixo comum. A dificuldade de se obter o ácido nítrico concentrado felizmente torna complicado para aventureiros descuidados tentarem repetir este experimento.

Uma forma um pouco mais segura de se fazer um experimento com um resultado semelhante foi ensinado pelo Iberê Thenório no Manual do Mundo.

Texto e legendas (do primeiro vídeo) escritos pro Prof. Dr. Luís Roberto Brudna Holzle ( luisbrudna@gmail.com ).

Comemorando Halloween com show de quimioluminescência

luz, química, reação!
Kristof Hegedüs, do LabPhoto aceitou o desafio de criar um show de quimioluminescência para comemorar o Dia das Bruxas.

O resultado ficou espetacular!

Como ele conseguiu esse efeito?
As reações foram feitas em um balão de fundo redondo, comum em laboratórios de química, com agitação do líquido por meio de um agitador magnético.
A coloração azul é obtida com uso do composto perileno (C20H12), e o amarelo aparece quando se adiciona o composto rubreno (C42H28) – que é comumente utilizado naquelas pulseiras que brilham no escuro (lightsticks).

Música de ‘Reaktor Productions – All or Nothing‘.

Veja mais alguns detalhes em Labphoto.

O universo em um copo de café

leite derramando em copo com café
Um simples copo de café com leite pode ser motivo para falar sobre uma variedade incrível de fenômenos.

Uma enorme variedade de substâncias dão origem ao sabor e aroma do café – vanilina, 2-metilpropanal, pirazinas, cafeína, metional, metanotiol,…

E a mistura do leite no café envolve difusão, convecção, movimento browniano, entropia…

Veja mais no vídeo abaixo.

Vídeo com legenda em português. Clique aqui e veja como ativar.

Temos que fazer uma ressalva, que usar desordem ou bagunça de um ambiente pode não ser a melhor forma de explicar ou definir a entropia. O mais indicado seria optar por comentar sobre espalhamento de energia.

Texto e legenda escritos por Prof. Dr. Luís Roberto Brudna Holzle ( luisbrudna@gmail.com ).

Criando uma bola de fogo

cientista protegido para realizar experimento
Este é um daqueles experimentos que é melhor ver apenas em vídeo. A demonstração existe justamente para que você não precise repetir – e para que tenha muito cuidado na cozinha!

A equipe do canal “The Royal Institution” mostra como uma pequena quantidade de água pode causar uma grande bola de fogo se deixada cair em um recipiente cheio de óleo (azeite) quente.

Isso acontece porque o óleo consegue ficar em uma temperatura bem mais alta do que a temperatura de ebulição da água (em 100 °C). Então uma pequena quantidade de água gera rapidamente uma grande quantidade de vapor e espalha gotículas de óleo por todo lado. Essas pequenas gotículas de óleo quente queimam facilmente quando encontram uma chama.

Em caso de incêndio em óleo quente a melhor forma de apagar é tentar abafar usando a tampa da panela por exemplo.

Vídeo com legenda em português. Veja como ativar a exibição da legenda, clique aqui.

Para reavivar a sua memória… o telefone dos bombeiros é o 193.

Texto e legenda escritos por Prof. Dr. Luís Roberto Brudna Holzle (luisbrudna@gmail.com).

Extração do ácido cítrico de limões

frascos de reagentes e pilha de limões
No vídeo abaixo, do canal NileRed, é possível ver o processo de extração do ácido cítrico de aproximadamente 450 mL de suco de limão.

estrutura química do ácido cítrico

O ácido cítrico tem aplicação na indústria alimentícia para dar sabor ácido aos alimentos e no controle do pH, também pode ser usado como agente quelante, e além disso encontra espaço na fabricação de medicamentos.

No vídeo é possível ver os reagentes utilizados, as reações que ocorrem, a rota de extração, e a purificação do ácido cítrico presente no suco de limões. E pelos cálculos foi possível obter um rendimento de aproximadamente 83% – um bom valor se considerarmos a simplicidade do procedimento.

Vídeo com legenda em português. Veja como ativar a exibição.

O NileRed alerta que o ácido cítrico industrial normalmente não é produzido por extração de frutas cítricas, e que um método mais eficiente é pelo uso de fungos (por exemplo, Aspergillus niger).

O ácido cítrico não deve ser confundido com o ácido ascórbico (vitamina C); são duas substâncias diferentes.

Texto e legenda escritos por Prof. Dr. Luís Roberto Brudna Holzle ( luisbrudna@gmail.com ).

Minerando diamantes na estrada

diamantes amarelos misturados com areia
Cody Don Reeder, do canal Cody’s Lab, resolveu testar se conseguia recuperar algum diamante em uma estrada próxima na qual operários haviam realizado um procedimento de corte.

Várias ferramentas de corte possuem uma fina camada de microscópios diamantes para elevar a dureza e resistência do material. E durante o uso aos poucos esses diamantes vão sendo perdidos.

Cody utilizou uma bateia, do mesmo tipo usado em mineração de ouro, para facilitar a separação do diamante dos detritos coletados na estrada. Os resíduos metálicos foram então dissolvidos usando ácido muriático – que não afeta os diamantes.

Com uma lupa e microscópio foi então possível visualizar os diamantes amarelos – que tem essa cor por serem sintetizados industrialmente.

Certamente não vale a pena financeiramente a busca por esse tipo de diamante, e Cody fez apenas como uma demonstração e curiosidade.

Vídeo com legendas em português. Ative a exibição pelo YouTube.

Texto e legendas escritos por Prof. Dr. Luís Roberto Brudna Holzle ( luisbrudna@gmail.com ).