Tag: eletroquímica

Como fazer uma pilha AA?

como fazer uma bateria caseira
O NurdRage ensina como fazer uma pilha AA (alcalina); e logo no início do vídeo já avisa que é muito mais barato comprar uma pilha pronta. A demonstração tem como objetivo explorar a ciência do procedimento.

Material necessário:
– seringa de plástico de 5mL (para o envoltório da pilha)
– zinco metálico (em folha)
– 50mL de água
– 30g de hidróxido de potássio
– 8g de dióxido de manganês
– 3g de carbono em pó
– papel filtro
– 7cm de grafite grosso

A pilha resultante deveria chegar em 1,5V de tensão, mas o NurdRage obteve em torno de 1,41V – o que não é um resultado tão ruim se considerarmos a técnica artesanal utilizada.

Vídeo com legenda em português.

Legenda e texto escritos por Prof. Dr. Luís Roberto Brudna – Universidade Federal do Pampa.

Outros textos:
Pilhas e cervejas no Mythbusters
Reação de dióxido de manganês com peróxido de hidrogênio

Termita com óxido de cromo

reação química de óxido de cromo com alumínio
A clássica reação termita é feita com pó de alumínio e óxido de ferro.

No vídeo abaixo o canal NurdRage mostra a possibilidade de se fazer uma reação termita usando óxido de cromo.

A proporção escolhida pelo NurdRage foi de 14:5. Ou seja, 14 partes de óxido de cromo para 5 partes de alumínio em pó.

Vídeo tem legenda em português. Ative pelo YouTube.

Um esquema da reação.
Cr2O3 + 2 Al –> 2 Cr + Al2O3

A conclusão foi que este tipo de reação não produz tanto calor quanto a termita tradicional.

Atenção! A termita é uma reação que produz uma enorme quantidade de calor. Este tipo de reação só deve ser feita com uso de equipamento de proteção, por pessoas com conhecimento técnico adequado e em local seguro. Além disso este tipo de procedimento pode ser considerado suspeito e com potencial criminoso.

Legenda e texto escritor por Prof. Dr. Luís Brudna Holzle ( luisbrudna@gmail.com).

Palha de aço em vinagre – timelapse

reação de vinagre e ferro
A reação entre o ferro da palha de aço e o vinagre é relativamente lenta, então resolvemos comprimir 1 hora e 40 minutos de reação em um vídeo com 30 segundos de duração (usando a técnica de timelapse).
Veja o resultado…

As bolhas que aparece durante a reação são de hidrogênio, que é produzido lentamente e em pequena quantidade.
O vinagre comum possui uma baixa concentração de ácido acético (de 3 a 9%) e a reação com o ferro pode resultar em no aparecimento de um pouco de acetato de ferro(II e III) em solução.
A cor avermelhada da parte superior aparece por causa do maior contato da palha de aço com o ar (oxigênio) resultando em óxidos de ferro.

Prezi – Uma ferramenta interessante

apresentações em prezi
O tradicional Power Point, em suas versões mais antigas, apresentava uma certa rigidez no processo de navegação entre os slides. Resultando em uma apresentação linear e com poucas possibilidades de navegação livre pelo conteúdo.

A ferramenta Prezi, disponível online pelo site http://prezi.com, permite a criação de um amplo espaço com informações. O sistema permite tanto uma navegação guiada quanto uma liberdade para o usuário em passear pelo espaço de dados que foi criado.

Veja como exemplo uma rápida apresentação sobre as áreas da eletroquímica:

Você pode navegar pela apresentação clicando no botão de ´play´, ou então passear livremente usando o mouse para mover a superfície e a botão de rolagem para zoom.

Veja um outro exemplo

As apresentações do Prezi podem ser feitas todas gratuitamente pela internet, sem a instalação de nenhum programa. Se desejar, o usuário pode pagar por uma versão mais avançada e detalhada do programa, mas para iniciantes isto não é necessário.

Veja em
http://prezi.com/

Texto escrito por Prof. Dr. Luís Roberto Brudna Holzle ( luisbrudna@gmail.com ) – Universidade Federal do Pampa – Bagé.

Urina como fonte de hidrogênio

Pesquisadores americanos desenvolveram um método adequado para se produzir hidrogênio a partir de urina.

Um dos principais compostos da urina é a uréia, de fórmula CO(NH2)2 (ou CH4N2O), e por esta molécula conter hidrogênios poderia ser uma eventual fonte, em vez da extração deles direto da água.

Gerardine G. Botte, um dos pesquisadores que assina o artigo, afirmou que a idéia ocorreu em uma conferência sobre células a combustível, na qual se discutia como usar água limpa para se obter energia limpa. E Botte imaginou que isto poderia ser feito de uma maneira ainda mais inteligente.

A equipe de pesquisadores utilizou o processo da eletrólise para quebrar as moléculas, com o uso de novo eletrodo baseado em níquel para oxidar a uréia com eficiência. Esta quebra é feita com uma tensão em torno de 0,37V, enquanto que para a água é necessária uma tensão de 1,23V.

Durante o processo eletroquímico a uréia é absorvida pela superfície de níquel do eletrodo, o qual passa os elétrons necessários para quebrar a molécula. Hidrogênio puro é recuperado no cátodo e nitrogênio mais alguns traços de oxigênio e hidrogênio evoluem do ânodo. O dióxido de carbono também é gerado durante o processo e reage com hidróxido de potássio para resultar em carbonato de potássio.

ureia eletrodos niquel hidrogenio

Os testes, em sua maioria, foram conduzidos com uréia sintética, mas também demonstraram que o processo pode funcionar em urina humana. E um dos fatores que podem ser limitantes no processo é que em condições normais a uréia é comumente transformada em amônia por bactérias.

Algo que deve ficar claro é que neste procedimento a urina não é uma fonte de energia, e serve apenas como uma fonte alternativa para a produção de hidrogênio; e que neste processo é necessária a aplicação de potencial e portanto resultando em um gasto energético.

Via RCS

Leia também
A economia baseada no hidrogênio

ResearchBlogging.org
Boggs, B., King, R., & Botte, G. (2009). Urea electrolysis: direct hydrogen production from urine Chemical Communications DOI: 10.1039/b905974a

Fita luminosa

fita luz
A fabricante da fita luminosa (Light Tape – Electro-LuminX) afirma que o produto não contém vidro, é flexível, não contém mercúrio, gera pouco calor, tem o custo operacional de 1/6 de outros produtos similares com LED, consome 0,5W para cada 30cm de comprimento e tem um custo de 20X menos do que lâmpadas fluorescentes convencionais.

Se pelo menos uma parte de todas essas promessas for verdadeira, acho que o produto tem uma grande chance de se tornar popular em um vasto tipo de aplicações. E ainda, com a possibilidade de aprimoramento tecnológico, estaremos em contato com este tipo de produto em um curto espaço de tempo.

A fita luminosa emite a luz com base em um processo de eletroluminescência, no qual fósforo é estimulado eletricamente com corrente alternada para produzir luz. Neste caso, o fósforo está localizado entre duas placas condutoras, sendo uma delas transparente para a luz produzida.

Uma unidade geradora de energia consegue iluminar até 100 metros de fita, e diferentes tensões e frequências aplicadas resultam em diferenças no brilho e cor da luz produzida.

Veja alguns vídeos de demonstração do produto.

Algumas aplicações:

Site da empresa
http://www.lighttape.com/

Via Gizmag

Texto escrito por Prof. Dr. Luís Roberto Brudna Holzle ( luisbrudna@gmail.com ) – Universidade Federal do Pampa – Bagé.