Tag: bioquímica

Salbutamol e a asma

estrutura química
O salbutamol, presente em diversos medicamentos de alívio de crise asmática, é uma molécula que já salvou muitas vidas.

Comercializado no início da década de 70, os medicamentos a base de salbutamol melhoram a respiração e circulação de ar nos pulmões por meio da dilatação dos brônquios.

A estratégia de desenvolvimento do medicamento foi de alguma forma imitar a ação vasoconstritora da adrenalina. Para isto a estrutura química foi modificada até dar origem ao salbutamol.

Veja estas e outras informações no vídeo abaixo.
Vídeo com legendas em português. Para ativar, clique em play e depois no botão CC para selecionar a legenda.

Veja mais informações sobre a molécula no banco de dados da ChemSpider (clique na imagem abaixo):

Penicilina


A equipe do Periodic Videos mostra a história e as particularidades da penicilina e demais antibióticos.

Após a descoberta da penicilina por Alexander Fleming, em 1928, foi tarefa para diversos pesquisadores, entre eles os químicos, em desvendar sua estrutura e propor novos antibióticos.

Veja no vídeo abaixo (com legendas em português).

Valsa dos polipeptídeos


Esta bela escultura de 24 metros de comprimento e 3 de altura, está localizada no Cold Spring Harbor Laboratory em Long Island, Nova Iorque.
A representação artística é de vários ribossomos transcrevendo uma fita de DNA em proteínas.

Esta montagem é composta de 7 estruturas, cada uma é uma amostra do que ocorre realmente em um sistema biológico, o que é observado com o uso de microscópio eletrônico de varredura, espectroscopia de ressonância magnética, e cristalografia de raios-X.

A química dos analgésicos

anúncio antigo sobre aspirina
No vídeo abaixo o Professor Dave, da Universidade de York (UK), fala sobre a utilidade dos analgésicos, da história e da química envolvida nesta importante classe de medicamentos.

Ele comenta sobre a descoberta e efeitos da aspirina, paracetamol, ibuprofeno e da morfina.

O vídeo possui legendas em português. Se não está conseguindo ver as legendas, clique aqui e aprenda como ativar a visualização.

Veja também outro vídeo que Dave fez sobre
a química do Gin Tônica.

Bactéria que transforma CO2 em combustível

Conforme o tempo passa aumentam os esforços para combater o aquecimento global e a grande quantia de dióxido de carbono, a mais nova notícia é de uma bactéria que foi modifica para transformar o dióxido de carbono diretamente em combustível, o isobutiraldeído composto que pode ser reaproveitado.

Podemos fazer uma comparação entre dois métodos o deste artigo e o do anterior postado, um método de síntese (artigo já abordado neste blog) ou um método mais biológico, embora os dois sejam interessantes nenhum é de aplicação tecnológica imediata e de fácil realização, então esperamos por métodos mais eficazes.

Para saber mais leia o artigo em inglês.

Texto de Dison Franco.

Acrílico feito de açúcares

No futuro, o polimetacrilato de metila (PMMA) – mais conhecido como acrílico – poderá ser feito a partir de matérias-primas naturais, tais como açúcares ou ácidos graxos. O PMMA é manufaturado pela polimerização do metacrilato de metila (MMA). Em uma cepa de bactérias, cientistas da University of Duisburg-Essen e do Helmholtz Centre for Environmental Research (UFZ) encontraram uma enzima que poderiam ser utilizadas para a produção biotecnológica de um precursor do MMA. Comparando com métodos químicos de produção já existentes, o processo biotecnológico é muito mais ecológico.

O Dr. Thore Rohwerder foi nomeado como um dos tr~es candidatos para receber a prêmio de pesquisa europeu Evonik  pela sua descoberta. A competição é supervisionada pelo Dr. Arend Oetker, presidente do Stifterverband für die Deutsche Wissenschaft (Associação de Doadores para a Ciência Alemã). O objetivo do prêmio é encorajar jovens pesquisadores a dar o salto do laboratório para o empreendimento empresarial. O tópico da premiação Evonik de 2008 é a biotecnologia industrial.

A enzima recém-descoberta pelo Dr. Thore Rohwerder e Dr. Roland H. Müller, chamada 2-hidroxiisobutiril-CoA mutase, torna possível a transformação de um C4 linear em uma estrutura ramificada.  Compostos deste tipo são precursores do MMA. Compostos precursores, é claro, podem ainda ser de origem petroquímica. O aspecto revolucionário, porém, é que esta enzima, integrada metabolicamente em  microorganismos adequados, pode também transformar açúcares naturais e outros compostos para os produtos desejados.  Até agora, a única maneira de produzir este precursor – 2-hidroxiisobutirato (2-Hiba) – era um processo puramente químico baseado em matérias-primas petroquímicas. A indústria química mundial realiza pesquisas de processos biológicos adequados, para que , no futuro, as matérias-primas renováveis também possam ser utilizado como base para a síntese MMA. A mutase  fornece a solução: uma enzima que transfere um grupo funcional a partir de uma posição para outra dentro de uma molécula. Enquanto realizava um post-doc no UFZ no Departamento de Microbiologia Ambiental, Dr. Thore Rohwerder e seu orientador, Dr. Roland H. Müller, descobriram a enzima de uma nova cepa bacteriana, isolada enquanto eles estavam procurando por bactérias para quebrar o poluente MTBE ( éter metílico terc-butílico).


Dr. Thore Rohwerder (esquerda) e Dr. Roland Muller (direita). (C) ufz.de

O razão dada pelos julgadores do prêmio é a importância industrial da descoberta, que em médio a longo tempo, poderia significar que até 10% da demanda de MMA poderia ser produzida por meios biotecnológicos. O mercado mundial é superior a 3 milhões de toneladas / 4 bilhões de euros. Levará cerca de quatro anos para a criação do sistema bacteriano em um processo tecnológico funcional (planta piloto).

O PMMA é um plástico sintético desenvolvido em 1928 e hoje produzido em grandes quantidades. O PMMA é coloquialmente conhecido frequentemente como acrílico, utilizado principalmente em aplicações para evitar estilhaçamento e como um substituto leve para o vidro – por exemplo, nos óculos de proteção ou em luzes de automóveis (proteção).

PMMA tem também outras aplicações, incluindo próteses, tintas e adesivos. Também é vendido sob a marca “Plexiglas ®” (Evonik) e “Altuglas” (Arkema).

Fonte UFZ

Texto escrito por Prof. Dr. Luís Roberto Brudna Holzle ( luisbrudna@gmail.com ) – Universidade Federal do Pampa – Bagé.