Bismuto – quase radioativo

mãos segurando bismuto
O bismuto pode gerar ´cristais´ bem bonitos e brilhantes se for aquecido e resfriado com cuidado. Existem receitas pela internet de como realizar esta tarefa.

O bismuto é o elemento ´mais pesado´ na tabela periódica sem ser radioativo. Bem, ele emite partículas alfa, mas a emissão é tão lenta que se pode considerar que ele não é radioativo.

Com o bismuto você consegue a liga metálica chamada Metal de Wood, que funde em água fervente.

O bismuto também é utilizado em catálise, para propiciar reações mais seletivas.

O vídeo está legendado em português. Para ver a legenda ative clicando no botão no inferior direito e selecione “Ativar Legendas >> Português”.
Assista mais vídeos traduzidos em
http://www.youtube.com/view_play_list?p=BFA8BBE552D8FF65

Texto escrito por Prof. Dr. Luís Roberto Brudna Holzle ( luisbrudna@gmail.com ) – Universidade Federal do Pampa – Bagé.

Tântalo – Capacitores para celular

dedo apontanto para a amostra
O Tântalo se tornou mais importante nos últimos anos, isto porque é usado para fazer capacitores para telefones celulares. É possível construir capacitores muito pequenos e eficientes com tântalo.

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Ciência de garagem

garagem da hp No passado a venda de kits de química era comum, e a facilidade com que era possível obter os reagentes era algo quase inacreditável.

No entanto, em uma era de paranóia com atentados terroristas, a atividade de químicos e físicos amadores tornou-se cada vez mais desafiadora.

O físico Robert Scott Lazar é um dos que resistem na atividade da ciência amadora. E ele vai ainda mais longe mantendo uma empresa, a United Nuclear Scientific Supplies, que vende produtos e quipamentos para atividades de “ciência caseira”.

No site da United Nuclear é possível encontrar desde dicromato de amônio (usado no clássico vulcão de dicromato) até pó de óxido de zinco (usado para absorver luz ultravioleta), passando pelos perigosos (aqui está o problema) sódio, mercúrio e minerais radioativos!

Em junho de 2003 a atividade de Lazar foi alvo de uma investigação realizada por agentes federais que investigavam a venda de material que poderia ser utilizado para a produção de explosivos e fogos de artifício, que é de rígido controle nos EUA (e no Brasil também).

tio-tungstenio-capa Importantes cientistas em empresários algum dia já fizeram parte do clube dos cientistas de garagem. A lista inclui Gordon Moore, cofundador da Intel, Vint Cerf, o pai da internet, David Packard, confundador da Hewlett-Packard, Oliver Sacks, neurologista que escreveu o livro “Tio Tungstênio – Memórias de uma infância química”, sobre as suas experiências na área.

Em alguns estados americanos o cerco é apertado, no Texas é proibido comprar um erlenmeyer ou um balão de três bocas, por exemplo, sem estar registrado no Department of Public Safety e declarar que o aparato não será utilizado para sintetizar drogas.

É claro que alguns indivíduos abusaram da liberdade que existia em adquirir produtos perigosos para experiências caseiras. Entre os diversos episódios um ganha destaque, o do ´Escoteiro Radioativo´.

Do blog 100Nexos:
“Com apenas dezessete anos, David Hahn criou um reator nuclear em um barraco nos fundos da casa de sua mãe. Fascinado por ciência desde criança, Hahn quis possuir amostras de todos os elementos da tabela periódica — incluindo os radioativos.
Trabalhando em segredo, o escoteiro utilizou materiais domésticos e coletou elementos radioativos disponíveis em pequeníssimas quantidades em diversos aparelhos inócuos — indo de detectores de fumaça a relógios. Mas assim como você pode fazer uma bomba com cabeças de palitos de fósforo, também pode construir um reator nuclear para gerar elementos radioativos cada vez mais pesados a partir de quantidades menores acumuladas de muitas fontes.”

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Texto adaptado de ´Don´t try this at home´

Resenha – Os Botões de Napoleão


Os Botões de Napoleão
As 17 moléculas que mudaram a história

Penny LeCouteur e Jay Burreson
344 páginas

Os Botões de Napoleão é um livro fascinante. Traz para o centro de foco a química como um fator importante em diversos momento da história da humanidade.

O título é inspirado em uma das histórias narradas no livro. Será que o fracasso da campanha de Napoleão na Rússia, em 1812, poderia ser explicado por algo tão insignificante quanto um botão? Os botões das fardas dos regimentos de Napoleão eram feitos de uma liga de estanho, e esta quando exposta a baixas temperaturas tende a se esfarelar, deixando os soldados mais expostos ao frio.

O subtítulo do livro fala em 17 moléculas, mas na verdade a variedade é maior, sendo que a divisão em capítulos é feita com base na proximidade de efeitos químicos e consequências históricas dos compostos.

Com poucos erros conceituais e de tradução, o livro destaca-se por cobrir uma inexplicável ausência de livros de divulgação da ciência que têm a química como tema principal.

As informações serão melhor aproveitadas por leitores que têm um mínimo conhecimento em química orgânica, mas nada impede que leigos façam um bom proveito da magn[ifica coleção de informações. O autor toma o cuidado de tecer explicações detalhadas e agradáveis para aqueles que não têm nenhum conhecimento em química. Os diagramas são limpos, e a leitura é rápida e leve.

Os capítulos:
1. Pimenta, noz-moscada e cravo-da-índia
2. Ácido ascórbico
3. Glicose
4. Celulose
5. Compostos nitrados
6. Seda e nylon
7. Fenol
8. Isopreno
9. Corantes
10. Remédios milagrosos
11. A pílula
12. Moléculas de bruxaria
13. Morfina, nicotina e cafeína
14. Ácido oléico
15. Sal
16. Compostos clorocarbônicos
17. Moléculas versus malária

Texto escrito por Prof. Dr. Luís Roberto Brudna Holzle ( luisbrudna@gmail.com ). Universidade Federal do Pampa (Bagé).

Dica! Leia o texto:
Além da Primavera Silenciosa: uma história alternativa do DDT

Hidrogênio – Vídeo sobre o elemento

Continuando a série de traduções de vídeos da tabela periódica.
O vídeo está legendado. Se você não conseguir ver a legenda em português clique no botão no canto inferior direito e selecione ´Ativar legendas: Português´.

Neste a equipe explica, entre outras coisas, as diferenças existentes entre o hidrogênio e seu isótopo, o deutério.

Ps: no momento as legendas não estão ativadas para videos embutidos no site, clique na imagem acima ou visite http://www.youtube.com/watch?v=fesgl5Cs5FY

Química da origem da vida

simulação computacional de moléculas
A química tem muito a contribuir para a elucidação de processos de surgimento da vida.
Um dos aspectos importantes nesta jornada é o entendimento de mecanismos de replicação de moléculas. Um processo evolutivo tem, simplificadamente, um ´algoritmo´ que se baseia em hereditariedade – variação – seleção. No campo da hereditariedade entra a replicação e, obviamente, as reações químicas envolvidas nos processos de replicação (cópia) da sequência que representa essa hereditariedade.

Entretando, avançando na complexidade, já existem estudos que, com sucesso,  conseguem entender a dinâmica do funcionamento da membrana de uma protocélula. Em um artigo publicado em setembro na Proceedings of the National Academy of Sciences, os pesquisadores Sheref S. Mansy e
Jack W. Szostak demonstraram a termoestabilidade de um modelo de uma membrana de protocélula.

Muitos pesquisadores na área de protocélulas concordam que o sistema deve conter no mínimo três componentes: um recipiente, um modo de coletar energia e um transportador de informação como o RNA ou outro ácido nucléico. E é na estrutura do recipiente que o trabalho de Szostak encontra seu principal avanço.

Pelo vídeo é possível perceber a agregação de ácidos graxos para a formação de uma estrutura com crescente complexidade.


Thermostability of model protocell membranes

Sheref S. Mansy e Jack W. Szostak
https://dx.doi.org/10.1073/pnas.0805086105

Texto escrito por Prof. Dr. Luís Roberto Brudna Holzle ( luisbrudna@gmail.com ) – Universidade Federal do Pampa – Bagé.