Categoria: Orgânica

Naftaleno no espaço


Naftaleno é o principal componente da naftalina, um hidrocarboneto aromático cuja molécula é composta de dois anéis benzênicos condensados.

Esta semana um time de cientistas liderado por pesquisadores do Instituto Astrofísica de Canarias (IAC) conseguiu identificar naftaleno no meio interestelar. A detecção desta molécula sugere que um grande número de componentes chave na química prebiótica terrestre estavam presentes na materia interestelar da qual o Sistema Solar foi formado. Os pesquisadores Susana Iglesias Groth, Arturo Manchado e Aníbal García , em colaboração com Jonay González (Paris Observatory)  e David Lambert (University of Texas), publicaram esta descoberta no Astrophysical Journal Letters.

O naftaleno foi descoberto em uma região de formação de estrelas na constelação de Perseus, na direção da estrela Cernis 52. “Nós detectamos a presença do cátion naftaleno em uma nuvem de matéria interestelar localizada a 700 anos-luz da Terra”, disse o pesquisador do IAC Susana Iglesias Groth. A banda espectral encontrada nesta constelação coincide com as medidas laboratoriais deste cátion.

Iglesias Groth ainda diz, “nós planejamos investigar se outros hidrocarbonetos mais complexos existem na mesma região, incluindo aminoácidos.”. Quando submetido a rediação ultravioleta e combinado com água e amônia, ambos muito abundantes no meio interestelar, o naftaleno reage e é capaz de produzir uma grande variedade de aminoácidos e naftoquinonas, moléculas precursoras para as vitaminas.

Todas estas moléculas tem papel fundamental no desenvolvimento da vida, como conhecemos, na Terra. De fato, o naftaleno já é encontrado em meteoritos que continuamente caem na superfície da Terra, e isot seria ainda mais frequente na epoca que precedia o aparecimento de vida.

O trabalho destes pesquisadores também propicia o melhor entendimento de um dos problemas mais intrigantes na espectroscopia de meios interestelares. Nos últimos 80 anos, se conhece a existência de centenas de bandas espectroscópicas (então chamadas de bandas difusas) associadas à matéria interestelas, mas a identificação do agente causador permanecia um mistério.

Evidence for the Naphthalene Cation in a Region of the Interstellar Medium with Anomalous Microwave Emission
S. Iglesias-Groth, A. Manchado, D. A. García-Hernández, J. I. González Hernández, and D. L. Lambert
The Astrophysical Journal Letters
2008 September 20, Vol. 685, No. 1: pp. L55-L58
https://dx.doi.org/10.1086/592349

Texto escrito por Prof. Dr. Luís Roberto Brudna Holzle ( luisbrudna@gmail.com ) – Universidade Federal do Pampa – Bagé.

Origami de um fulereno

mãos manipulando o origami
Fulerenos são estruturas compostas por carbono organizadas em um formato esférico.
A estrutura é muito parecida com uma bola de futebol, e por isso alguns chamam de futeboleno, ou então denominam como buckminsterfullereno em homenagem ao arquiteto Buckminster Fuller que projetou um domo de forma semelhante.
Alguém com tempo e paciência resolveu compor um fulereno utilizando vários origamis que se encaixam.
É muito difícil reconhecer a ´receita´ das dobras no vídeo, o movimento das mãos é muito rápido.

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Uma vida bem documentada

Via CENtral

Texto escrito por Prof. Dr. Luís Roberto Brudna Holzle ( luisbrudna@gmail.com ) – Universidade Federal do Pampa – Bagé.

Luz verde! É química.

experimento em frasco de vidro
O vídeo abaixo foi produzido para demonstrar o fotocromismo observado nos estudos que resultaram em um artigo publicado na revista Organic Letters.
De autoria dos pesquisadores japoneses,  Kana Fujita,  Sayaka Hatano,  Daisuke Kato e  Jiro Abe, o artigo entitulado ´Photochromism of a Radical Diffusion-Inhibited Hexaarylbiimidazole Derivative with Intense Coloration and Fast Decoloration Performance (DOI: 10.1021/ol801135g)´, demostra a rápida interconversão de um derivado de hexaarilbiimodazol.
A molécula muda rapidamente de incolor para verde quando uma luz ultravioleta é incidida sobre o líquido.

[Atualização outubro 2017: infelizmente o vídeo não está mais no YouTube]

Esse tipo de material pode ser utilizado em lentes que mudam de coloração com a incidência de luz.

Via TheScepticalChymist

Texto escrito por Prof. Dr. Luís Roberto Brudna Holzle ( luisbrudna@gmail.com ) – Universidade Federal do Pampa – Bagé.