Categoria: Orgânica

470 anos de história da quinina

estrutura quimica quinina molecula
Neste blog publicamos um vídeo com uma interessante história sobre a quinina. Veja em
Química do Gin e Tônica
Para enriquecer com mais informações, veja o belo artigo publicado por Alfredo Oliveira e colaboradores.
Quinina: 470 anos de história, controvérsias e desenvolvimento
Neste os autores comentam sobre os princípios de ativação da quinina, sua estrutura molecular, extração natural e também de sua síntese. A quinina é uma molécula usada como remédio contra a malária a sua estrutura molecular é C20H24N2O2.
O artigo é bem interessante, pois as tentativas de síntese da quinina, com alguns erros no percurso, acabaram gerando o entendimento sobre toda uma gama de novas substâncias.

Texto com contribuição de Dison Franco.

Química do Gin e Tônica

explicação de quinina pelo professor
O Gin (ou Gim) é comumente bebido junto com água tônica, e existe uma razão histórica para tal.
Veja um pouco da interessante história deste drinque e da química envolvida nos ingredientes.

Este vídeo possui legendas em português. Se não está conseguindo ver as legendas, clique aqui e aprenda como ativar a visualização.

O podcast é de uma excelente série sobre química produzida pelo Professor David K. Smith, do Departamento de Química da The University of York. A tradução foi feita com autorização de David.

Aguarde que em breve teremos mais vídeos da série!

Muita química em uma lua

lua tita nasa imagens
A atmosfera da lua de Saturno, Titã, é uma completa efervescência de processos químicos. Com o estudo realizado por sondas espaciais, em especial a realizada pela sonda Huygens da missão Cassini, é possível obter dados cada vez mais interessantes sobre o que acontece por lá.

Aproveito para fazer uma coleção de belos textos sobre o assunto:
– A atmosfera de Titã [material removido do site da Ciência Hoje]
Pesquisa busca informações sobre como uma molécula chave na atmosfera de Titã é formada e dá algumas pistas sobre a evolução das atmosferas de Titã e da Terra.

– Segredos da atmosfera de Titã [material removido do site da Ciência Hoje]
Pesquisadores tentam explicar singularidades do maior satélite de Saturno.

Um lago em Titã
Grupo confirma existência de compostos em estado líquido na superfície de uma das luas de Saturno

Maior lua de Saturno também tem oceano com potencial para abrigar vida
Camada de água líquida ficariam no subterrâneo de Titã, dizem cientistas.
Conclusões são baseadas no padrão de rotação da lua, medido pela sonda Cassini.

Com pesquisa de Dison Franco.

Urina como fonte de hidrogênio

Pesquisadores americanos desenvolveram um método adequado para se produzir hidrogênio a partir de urina.

Um dos principais compostos da urina é a uréia, de fórmula CO(NH2)2 (ou CH4N2O), e por esta molécula conter hidrogênios poderia ser uma eventual fonte, em vez da extração deles direto da água.

Gerardine G. Botte, um dos pesquisadores que assina o artigo, afirmou que a idéia ocorreu em uma conferência sobre células a combustível, na qual se discutia como usar água limpa para se obter energia limpa. E Botte imaginou que isto poderia ser feito de uma maneira ainda mais inteligente.

A equipe de pesquisadores utilizou o processo da eletrólise para quebrar as moléculas, com o uso de novo eletrodo baseado em níquel para oxidar a uréia com eficiência. Esta quebra é feita com uma tensão em torno de 0,37V, enquanto que para a água é necessária uma tensão de 1,23V.

Durante o processo eletroquímico a uréia é absorvida pela superfície de níquel do eletrodo, o qual passa os elétrons necessários para quebrar a molécula. Hidrogênio puro é recuperado no cátodo e nitrogênio mais alguns traços de oxigênio e hidrogênio evoluem do ânodo. O dióxido de carbono também é gerado durante o processo e reage com hidróxido de potássio para resultar em carbonato de potássio.

ureia eletrodos niquel hidrogenio

Os testes, em sua maioria, foram conduzidos com uréia sintética, mas também demonstraram que o processo pode funcionar em urina humana. E um dos fatores que podem ser limitantes no processo é que em condições normais a uréia é comumente transformada em amônia por bactérias.

Algo que deve ficar claro é que neste procedimento a urina não é uma fonte de energia, e serve apenas como uma fonte alternativa para a produção de hidrogênio; e que neste processo é necessária a aplicação de potencial e portanto resultando em um gasto energético.

Via RCS

Leia também
A economia baseada no hidrogênio

ResearchBlogging.org
Boggs, B., King, R., & Botte, G. (2009). Urea electrolysis: direct hydrogen production from urine Chemical Communications DOI: 10.1039/b905974a

Fita luminosa

fita luz
A fabricante da fita luminosa (Light Tape – Electro-LuminX) afirma que o produto não contém vidro, é flexível, não contém mercúrio, gera pouco calor, tem o custo operacional de 1/6 de outros produtos similares com LED, consome 0,5W para cada 30cm de comprimento e tem um custo de 20X menos do que lâmpadas fluorescentes convencionais.

Se pelo menos uma parte de todas essas promessas for verdadeira, acho que o produto tem uma grande chance de se tornar popular em um vasto tipo de aplicações. E ainda, com a possibilidade de aprimoramento tecnológico, estaremos em contato com este tipo de produto em um curto espaço de tempo.

A fita luminosa emite a luz com base em um processo de eletroluminescência, no qual fósforo é estimulado eletricamente com corrente alternada para produzir luz. Neste caso, o fósforo está localizado entre duas placas condutoras, sendo uma delas transparente para a luz produzida.

Uma unidade geradora de energia consegue iluminar até 100 metros de fita, e diferentes tensões e frequências aplicadas resultam em diferenças no brilho e cor da luz produzida.

Veja alguns vídeos de demonstração do produto.

Algumas aplicações:

Site da empresa

Home


http://www.lighttape.com/

Via (New Atlas) Gizmag

Texto escrito por Prof. Dr. Luís Roberto Brudna Holzle ( luisbrudna@gmail.com ) – Universidade Federal do Pampa – Bagé.

Imitando as sibas

siba muda de cor
As sibas (chocos ou cuttlefish) são mestres na geração de belos padrões de mudança de cor, consegue fazer isto com uma rapidez quase hipnotizante. Pensando nisso, os pesquisadores, Joseph J. Walish, Youngjong Kang, Rafal A. Mickiewicz e Edwin L. Thomas, resolveram procurar um meio de imitar esta impressionante habilidade.

As sibas conseguem as variações de cor com o controle da absorção, reflexão e mudança da textura superficial, o que resulta em uma manipulação da luz – sendo este um dos objetivos procurados em tecnologias modernas.

A imitação do processo foi feita com o uso de camadas de poliestireno e poli(2-vinilpiridina) (PS-P2VP), ensanduichadas entre placas de eletrodos condutores transparentes de óxidos de índio estanho (ITO), com um eletrólito de 2,2,2-trifluoroetanol.

Em estado normal, o sistema exibe uma coloração avermelhada, ao se impor um potencial de 5V a cor passa para verde, em aproximadamente 5 segundos, e ao se deslocar para um potencial de 10V uma cor azul-esverdeada começa a surgir.

Até o momento esta tecnologia permite somente visualização das cores quando em presença de uma fonte externa de luz, ou seja, não existe emissão de luminosidade. Isto pode ser um ponto positivo em certos tipos de aplicações.

A pequena espessura dos filmes empregados, a baixa tensão necessária e alta refletividade desta combinação simples de polímeros, mostram-se promissores em aplicações em displays estáticos e/ou dinâmicos.

ResearchBlogging.org

Walish, J., Kang, Y., Mickiewicz, R., & Thomas, E. (2009). Bioinspired Electrochemically Tunable Block Copolymer Full Color Pixels Advanced Materials DOI: 10.1002/adma.200900067

Texto escrito por Prof. Dr. Luís Roberto Brudna Holzle ( luisbrudna@gmail.com ) – Universidade Federal do Pampa – Bagé.