Categoria: Inorgânica

Hidróxido de sódio absorvendo água (vídeo em timelapse)

grãos de soda cáustica sobre vidro em fundo escuro
O NaOH (hidróxido de sódio, ou soda cáustica) tem uma grande facilidade em absorver água (efeito higroscópico). Mesmo só com a presença de umidade do ar já é possível ver uma lenta absorção de água pelo material sólido quando deixado livre no ambiente.
No vídeo abaixo é possível observar esse lento e contínuo efeito. Os grãos de NaOH foram deixados sobre uma superfície de vidro (placa de petri) por 1 hora e 15 minutos. As mudanças foram registradas em uma sequência de 800 fotografias reunidas então em um vídeo de 30 segundos (efeito timelapse).
Deixo aqui uma opinião pessoal! Observando o resultado ao longo do tempo é possível perceber que os grãos de NaOH que estavam mais isolados conseguiram absorver água um pouco mais rapidamente dos que os agregados de grãos. Suspeito que isso se ocorra pela disponibilidade de umidade em volta do grão. E grãos mais isolados tem mais umidade do ar disponível por perto para absorver, não precisando ‘competir’ pela umidade como no caso dos agregados de grãos. Aceito críticas e sugestões nos comentários. 🙂

Texto escrito por Prof. Dr. Luís Roberto Brudna Holzle.

Experimento com cloreto de cobre

reação de cloreto com alumínio
Ao se colocar uma solução aquosa de cloreto de cobre (CuCl2) em uma forma de cupcake feita de alumínio, o resultado é uma reação com formação de cloreto de alumínio e cobre metálico.
3 CuCl2(aq) + 2Al(s) –> 2 AlCl3 + 3Cu(s)

O Professor Martyn conta que fez o experimento em casa, sobre o carpete da sala, fazendo a maior sujeira. A esposa dele não gostou nada da ideia, que custou um carpete novo.

Vídeo com legendas em português.

Texto escrito por Prof. Dr. Luís Roberto Brudna Holzle ( luisbrudna@gmail.com ) – Universidade Federal do Pampa – Bagé.

Reações acidentais


Não é sempre que os experimentos ocorrem como esperado em uma demonstração química. Alias, em pesquisa científica o sucesso é bem menos comum do que imaginam os leigos.

Veja o que ocorre em uma reação entre permanganato de potássio (solução de cor rosa) e peróxido de hidrogênio (água oxigenada).

Vídeo com legendas em português.

Resumidamente, a reação pode ser escrita como:
2MnO4 + 5H2O2 + 6H+ → 2Mn2+ + 5O2 + 8H2O

Texto escrito por Prof. Dr. Luís Roberto Brudna Holzle ( luisbrudna@gmail.com ) – Universidade Federal do Pampa – Bagé.

Diamante amarelo

Mrtyn Poliakoff em seu escritório
Recentemente os sites de notícias divulgaram sobre o leilão de um diamante amarelo, arrematado por aproximadamente 10,9 milhões de dólares.

Como um diamante pode ser amarelo? Normalmente estamos acostumados com diamantes sem cor. O que pode causar tal efeito? E qual é a raridade da gema?

Martyn Poliakoff, químico da Universidade de Nottingham, explica que a coloração dos diamantes pode variar dependendo do tipo de contaminante presente na estrutura da gema, que normalmente é composta apenas de átomos de carbono.

No caso do diamante amarelo houve uma inclusão de pequeníssimas quantidades de nitrogênio na estrutura química do diamante, permitindo que um diferente tom de cor fosse percebido.

Vídeo possui legenda em português. Para ativar a visualização clique no play e após clique no botão CC que aparecerá no vídeo.

Texto escrito por Prof. Dr. Luís Roberto Brudna Holzle ( luisbrudna@gmail.com ) – Universidade Federal do Pampa – Bagé.

Trióxido de cromo e um pequeno incidente

demonstração de reação
Martyn Poliakoff demonstra o que ocorre em uma reação de trióxido de cromo com etanol.

O trióxido de cromo tem uma cor avermelhada e ao final da reação redox o produto adquire uma coloração esverdeada.

Durante a reação o etanol é oxidado gerando o etanal (ou acetaldeído) e o cromo é reduzido de Cr(VI) para Cr(III).

reagente e produtos

Só que Martyn esqueceu de um pequeno detalhe! Veja no vídeo.

Vídeo com legendas em português. Para ativar clique no botão CC que aparecerá no vídeo.

Veja mais informações sobre o elemento cromo.

Ponte da Baía de Sydney

Professor na Ponte de Sydney
Estruturas de aço ou ferro podem sofrer corrosão. Então porque alguém construiria uma gigantesca ponte metálica? E ainda mais em uma região marinha, com a presença de sal (NaCl) que acelera os processos de corrosão!

Prof. Martyn explica os motivos deste aparente paradoxo.

Com legendas em português. Para ativar clique no play e depois no botão CC.