Categoria: História

Índio – raro e útil

indio-guerra
Não estamos falando do índio pessoa, mas sim do índio o elemento aquele encontrado logo abaixo do gálio (gálio quase um galho), o índio é um metal com algumas propriedades interessantes, ele é um metal maleável, macio e raro (para variar, mais um metal raro), embora seja raro ele possui grandes aplicações nas demandas mundiais diárias, como por exemplo, em telas de televisões de plasma. Outras são em baterias, semi-contudores, transistores, espelhos, e uma aplicação que hoje não é usada, no revestimento de rolamentos de aviões na Segunda Guerra Mundial.

Nas televisões de plasmas ele é disposto sobre a superfície do vidro na forma de ITO (indium tin-dopped oxide, no português oxido de índio dopado com estanho) é uma solução sólida de In2O3 e de SnO2, cuja principal característica é a de transparência e condutividade elétrica, além das tv”s de plasma ele é usado na maioria dos displays de celulares comuns ou os mais recentes “touchscreen”

texto de Dison Franco

Estátuas de Antoine Lavoisier

 livro breve historia quase capa
Estou lendo o livro ´Breve história de quase tudo´, de Bill Bryson, e encontrei uma curiosa história sobre uma das estátuas de Antoine Lavoisier.

Trecho do livro:

Cem anos após sua morte, uma estátua de Lavoisier foi erguida em Paris e muito admirada, até que alguém observou que não se parecia nem um pouco com ele. Ao ser interrogado, o escultor admitiu que usara a cabeça do matemático e filósofo marquês de Condorcet – aparentemente ele tinha uma de reserva – na esperança de que ninguém notasse a diferença ou, se notasse, que não se importasse. No segundo aspecto ele tinha razão. A estátua de Lavoisier-mais-Condorcet foi deixada no mesmo lugar por meio século, até a Segunda Guerra Mundial, quando, certa manhã, foi levada embora e fundida como sucata. (pág 110)

No entanto, existem pelo menos duas estátuas verdadeiras de Lavoisier.
Uma delas está no Hôtel de Ville, em Paris (imagem abaixo).
lavoisier estatua paris

E outra no Cour Napoléon, Louvre.
lavoisier_cour_napoleon_louvre

Química e alquimia, aproximações históricas

química e alquimia
As pesquisadoras Ana Maria Alfonso-Goldfarb e Márcia Ferraz, recentemente descobriram nos arquivos da Royal Society, em Londres, evidências de que as idéias da alquimia, em especial a do solvente universal (Alkahest), transitaram pela ciência em épocas mais modernas do que antes se imaginava.

Esta interessante narrativa de investigação em documentos é contada em uma bela matéria na revista pesquisa FAPESP.
http://revistapesquisa.fapesp.br/2012/08/22/nos-ombros-de-gigantes-m%C3%A1gicos/

História da química – Juergen H. Maar

livro historia quimica capa
O excelente livro “História da Química – Parte I – dos Primórdios a Lavoisier” foi publicado em edição ampliada e revisada, com inclusão de novos assuntos, 946 páginas e 121 ilustrações (ISBN 978-85-60826-26-1).

Sobre o segundo volume – de Lavoisier ao Sistema Periódico – Jurgen Maar informa que está pronto e está sendo editorado, para uma publicação se possível em maio ou em junho de 2009, ele afirma que tudo depende de entendimentos com uma editora. O livro terá cerca de 1000 páginas e aproximadamente 150 ilustrações, e aborda em sete longos capítulos (não de forma rigorosamente cronológica, é claro), a evolução da Química de Lavoisier à Tabela Periódica de Mendeleiev : a Química do Período de Transição (de Lavoisier até a Teoria Atômica de Dalton), a química quantitativa e a nova Teoria Atômica, o período de Berzelius com a discussão dos grandes problemas químicos da época, os primórdios da Química Orgânica, a evolução da Química Inorgânica, a Química Orgânica até 1870, a evolução de um sistema periódico. Como no volume anterior, ele informa que há uma preocupação com a inserção dos assuntos discutidos na história da ciência como um todo, com o contexto histórico e cultural, bem como com aspectos filosóficos inerentes aos diferentes temas.

O terceiro volume, que pretende encerrar a série “História da Química”, está como em fase de manuscrito. Maar afirma que prefere manuscrito, pois ele acha que a melhor maneira de apresentar e discutir todo o vasto material é mesmo um manuscrito, posteriormente digitado para as necessárias correções, acréscimos e atualizações. Por enquanto estão concluídos (em termos) os capítulos sobre Nascimento e Evolução da Química Analítica, e Nascimento e Evolução da Físico-Química, bem como notas sobre a química orgânica desde van’t Hoff e Le Bel, ao todo umas 500 páginas. Será um trabalho ainda demorado, a redação de cada volume exigiu dois anos e meio, a deste último certamente será tão ou mais demorada.