Categoria: História

Famosas pinturas ajudam a interpretar a atmosfera terrestre no passado

Em março de 2014 foram publicados os resultados de uma pesquisa, na revista “Atmospheric Chemistry and Physics”, que detalha o estudo feito por cientistas gregos e alemães que comprovaram que pinturas feitas por pintores famosos como J. M. W. Turner, ajudaram a comprovar o passado da atmosfera terrestre.

Em 10 de abril de 1815 o vulcão Tambora, na Indonésia, produziu a maior erupção conhecida no planeta nos últimos 10 mil anos. A erupção produziu efeitos climáticos globais e matou mais de 10 mil pessoas diretamente e mais de 60 mil devido à fome e doença durante o “inverno vulcânico” que se seguiu. Logo após a erupção, foram percebidas mudanças de cores do céu, pois, as cinzas vulcânicas e os gases liberados na atmosfera atravessaram o mundo, e como partículas aerossóis causam um espalhamento da luz do sol, elas produziram um pôr do sol mais vermelho e laranja na Europa, perdurando esse efeito por até três anos após a erupção.

J.M.W Turner um dos artistas mais consagrados da modernidade da pintura, em função dos seus estudos sobre cor e luz, pintou incríveis imagens na época. Agora, suas pinturas são usadas para resgatar informações sobre o passado da atmosfera.

pintura a oleo de w turner
Pintura de Turner onde nota-se os níveis de poluição na época.

Christos Zerefos, professor de física atmosférica na Academia de Atenas, na Grécia, analisou centenas de fotografias digitais de alta qualidade de pinturas do sol feitas entre 1500 e 2000 (período que ocorreram 50 grandes erupções vulcânicas). Sua pesquisa tinha como objetivo geral descobrir se as quantidades relativas de vermelho e verde ao longo do horizonte de cada pintura poderiam fornecer informações sobre a quantidade de aerossóis na atmosfera. “Descobrimos que a razão vermelho e verde medidos em o pôr do sol de pinturas de grandes mestres relacionam-se bem com a quantidade de aerossóis vulcânicos na atmosfera, independentemente dos pintores e da escola de pintura”, diz Zerefos.

Céus mais poluídos por cinzas vulcânicas espalham mais a luz do Sol, por isso aparecem mais vermelhos. Efeitos semelhantes são vistos em nuvens de poeiras no deserto e aerossóis fabricados pelo homem. O ar com maior quantidade de aerossóis tem uma “profundidade óptica de aerossol” superior, um parâmetro calculado pela equipe de pesquisa usando as proporções de vermelho e verde nas pinturas. Eles então compararam estes valores com os obtidos através de padrões independentes (como dados de explosividade vulcânica) e encontraram boa concordância.

Para assegurar essa ideia, os pesquisadores pediram a um colorista famoso para pintar o pôr do sol durante e depois da passagem de nuvem de poeira sobre a ilha de Hydra, em junho de 2010. Os cientistas compararam as medidas de profundidade óptica de aerossol feita por instrumentos modernos com aqueles estimados razão vermelho/verde das pinturas, e descobriram que todos os dados correspondiam.

Profundidade óptica de aerossol pode ser usada diretamente em modelos climáticos, assim que tiver estimativas para este parâmetro ajudará os pesquisadores a entender como os aerossóis têm afetado o clima da Terra no passado. Este, por sua vez, pode ajudar a melhorar as previsões de mudanças climáticas futuras. “Queríamos oferecer formas alternativas de exploração da informação ambiental na atmosfera passado em lugares onde, e em séculos quando, medições instrumentais não estavam disponíveis”, conclui Zerefos.

Texto escrito por Bruna Lauermann.

Fonte: Astrobiology Magazine

Reação do cão que late

chama percorrendo tubo de vidro
Uma reação entre dois gases, o dissulfeto de carbono (CS2) e o óxido nitroso (N2O), quando realizada em um longo tubo, produz um forte brilho e um som que lembra muito um latido de um cachorro.
A equipe do Periodic Videos fez, talvez, a primeira filmagem desta reação com uma câmera super rápida, sendo possível observar com detalhes o que ocorre durante o percorrer da reação pelo tubo.
Para espanto dos químicos, é possível ver que a reação tem uma espécie de oscilação pelo tubo, que ocorre cada vez mais rápido à medida que vai ao fundo. O Professor Martyn e seus colegas deduzem que isso ocorre pela presença da onda de choque causada pela rapidez com que a reação ocorre, percorrendo então o recipiente em um movimento parecido com o que uma bola de borracha picando.

A demonstração guarda alguns perigos, e só deve ser realizada por pessoal especializado e com uso de equipamentos de proteção adequados. Um alerta disso é a descrição presente no artigo “Taming the Barking Dog”, da revista Journal of Chemical Education de maio de 2006, que relata um acidente ocorrido durante uma dessas demonstrações:

O acidente [resultante da reação ‘Cão que late’] teria sido fatal para Liebig se a sua caixa de rapé não tivesse impedido uma grande lasca de vidro de penetrar sua artéria femoral.

Liebig, citado no trecho acima, é Justus von Liebig, um famoso químico alemão que viveu entre 1803 e 1873.

Vídeo com legendas em português. Ative pelo YouTube.

Texto escrito por Prof. Dr. Luís Roberto Brudna Holzle ( luisbrudna@gmail.com ) – Universidade Federal do Pampa – Bagé.

Bunsen e seu bico

queimador de bunsen sobre bancada de laboratório
No dia 31 de março de 1811 nascia o químico alemão Robert Wilhelm Eberhard von Bunsen, mais lembrado pelo seu último sobrenome – Bunsen – que batiza o famoso queimador, muito utilizado pelos químicos e estudantes.
Martyn Poliakoff lembrou dos 200 anos do aniversário de Bunsen em 2011, com um vídeo que explica o funcionamento do queimador ou bico de Bunsen. E em como podemos alterar a cor da chama pela regulagem da entrada de oxigênio pela pequena abertura existente na base do bico.
Um invento simples e engenhoso, que merece todo reconhecimento e homenagem.
Martyn conta ainda uma de suas famosas histórias. Veja no vídeo abaixo.
Com legendas em português (ative as legendas no vídeo).

Texto escrito por Prof. Dr. Luís Roberto Brudna Holzle ( luisbrudna@gmail.com ) – Universidade Federal do Pampa – Bagé.

Utensílios de Rutherford

Martyn Poliakoo segurando um amassador de batatas
Sempre é bom lembrar que todos nós fomos crianças um dia, inclusive os cientistas. Prof. Martyn Poliakoff comenta que normalmente lembramos dos cientistas como senhores em fotografias sérias, mas a história é bem mais complexa.

Um utensílio feito por Ernest Rutherford mostra uma faceta pouco vista na vida de cientistas famosos.

Com legendas em português. Para ativar clique no play e depois no botão CC.

Lavoisier ao Sistema Periódico

O Professor Juergen Heinrich Maar informou que a segunda parte de seu livro ´História da química´ estará disponível nas próximas semanas nas livrarias.

A primeira parte apresentava a história dos primórdios da química até Lavoisier, e a segunda, como o subtítulo já avisa, será de Lavoisier ao Sistema Periódico.

A obra foi lançada pela Editora Papa-Livro e conta com impressionantes 1182 páginas, superando as 946 páginas presentes na primeira parte!

autor Juergen Heinrich Maar

detalhes e capa
ISBN 978-85-7291-159-7

Penicilina


A equipe do Periodic Videos mostra a história e as particularidades da penicilina e demais antibióticos.

Após a descoberta da penicilina por Alexander Fleming, em 1928, foi tarefa para diversos pesquisadores, entre eles os químicos, em desvendar sua estrutura e propor novos antibióticos.

Veja no vídeo abaixo (com legendas em português).