Tag: ecologia

Sobre o bioetanol

preço gasolina etanol e aditivada
Professor Martyn Poliakoff fala um pouco de suas surpresas e considerações sobre o uso do etanol como um combustível automotivo.

Martyn percebeu que muitas vezes os brasileiros fazem a escolha de qual combustível utilizar baseados no preço, e não no impacto ambiental que tal escolha terá.

Também comenta sobre a possibilidade da revolução que acontecerá com o uso de etanol de segunda geração, que consiste na conversão de parte da celulose em etanol.

Vídeo com legendas em português. Para ativar, clique em play e depois no botão CC para selecionar a legenda.

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A cor vermelha do Pau-Brasil

Martyn Polyakoff no Jardim Botânico
Em mais um de seus passeios pelo Rio de Janeiro, o Professor Martyn foi ao Jardim Botânico para mostrar um pouco sobre a relação do Pau-Brasil e a química.

O segredo do interesse português pelo Pau-Brasil está no seu interior. A madeira apresenta uma intensa cor vermelha, devido á presença da brazilina, substância que na época servia de luxuoso material para tingimento de tecidos caros.

A síntese química deste corante e de outros substitutos atualmente garante que não necessitamos mais da exploração da madeira para o tingimento de tecidos. Mas ainda existe uma aplicação para a qual é difícil achar um material substituto, veja qual é no vídeo abaixo.

Vídeo com legendas em português. Para ativar, clique em play e depois no botão CC para selecionar a legenda.

Soluções caseiras para livrar os alimentos dos defensivos agrícolas


No grupo de discussão ´Professores de Química´, criado no Google Grupos, surgiu um interessante debate sobre as possíveis soluções caseiras que poderiam ser eficientes na remoção de defensivos agrícolas em alimentos.

O debate surgiu após uma mensagem ser enviada com a dica de utilização do bicarbonato de sódio na água de lavagem de alimentos para livrá-los da presença de agrotóxicos.

A informação foi contestada. O bicarbonato de sódio seria realmente eficiente? A lavagem com hipoclorito de sódio poderia ajudar, ou causar ainda mais problemas? A receita depende dos alimentos? A eficiência do processo depende do agrotóxico que se quer eliminar?

Participe deste debate e deixe a sua opinião. Para isto visite este link e acompanhe o que já foi dito sobre o assunto:
http://groups.google.com.br/group/professores_de_quimica/browse_thread/thread/aad14e164053f03d
(ou pelo link http://bit.ly/9l8I1R )

Para participar do debate faça o cadastro em
http://groups.google.com.br/group/professores_de_quimica

Velas na Hora do Planeta

Tentei participar da Hora do Planeta, mas não obtive muito sucesso em controlar o impulso de ligar alguma ou outra lâmpada (fluorescente) durante essa hora.
Fiquei um pouco decepcionado ao ver que algumas pessoas resolveram o ´problema´ da escuridão desta hora usando velas!
Opa! Velas poluem e não são nada eficientes!
Poluem? Mas quanto? Poluem mais do que uma lâmpada incandescente? Mais do que uma fluorescente compacta?
Velas são normalmente feitas de parafina, hidrocarbonetos de cadeia longa. Queimar uma vela significa emitir uma grande quantidade de carbono para a atmosfera.
Mas como quantificar e comparar as emissões de carbono resultantes de uma lâmpada acessa e uma vela?
É um cálculo relativamente complicado de se fazer, principalmente na quantidade de carbono emitido ao se usar uma hora uma lâmpada. O ponto vai depender de diversos fatores, incluindo o método de geração de energia, a eficiência de transporte nas linhas de transmissão, o tipo de lâmpada, etc.
Já no caso da vela a emissão de carbono pode ser neutra se a vela for de origem orgânica, como no caso de cera de abelha. Mas desconfio que em muitos casos a cera da vela será mesmo de origem de combustível fóssil.

O blog Physical Insights vez alguns cálculos e chegou ao resultado de uma maior emissão de carbono para as velas.
http://enochthered.wordpress.com/2008/03/31/earth-hour-candles-and-carbon/
Mas, novamente, ele fez diversas considerações sobre eficiências e luminosidade que podem não se aplicar em cada caso.

Alguém tem paciência para coletar todos os fatores envolvidos nestes cálculos e chegar a um resultado adequado para a realidade brasileira?

Resumindo, se deseja realizar um ato simbólico, evite as velas.

Michelle Bachelet, presidente do Chile, na noite da ´Hora do Planeta´.
bachelet velas planeta hora

Leia também
Química das velas – vídeo

Jornal de Energia Renovável e Sustentável

logotipo publicacao energias renovaveis
O Journal of Renewable and Sustainable Energy (JRSE) é uma publicação revisada por pares (peer-revied) que cobre todas as áreas relacionadas com energias renováveis e sustentáveis que se aplicam ao campo das ciências físicas e da engenharia.
A publicação será feita somente na web, garantindo uma rapidez no processo de aprovação de artigos.
O aspecto interdisciplinar da publicação garante uma ampla diversidade de tópicos a serem abordados.
A publicação incluirá os seguites assuntos:
– Bioenergia – bioreações e bioengenharia
– Energia geotérmica – geisers, bombas de calor e novos aparelhos.
– Energia marinha e hidroelétrica – ondas, marés e represas.
– Energia nuclear – fusão e fissão
– Energia solar – conversores de energia solar térmica e fotovoltáica
– Energia eólica – controles e sistemas de turbinas
– Conversão de energia – membranas de óxido sólido e trocadoras de prótons para células a combustível e novos aparelhos.
– Construções com eficiência energética – coversores solares térmicos e fotovoltáicos
– estocagem de energia – hidrogênio e baterias
– Distribuição de energia – transmissão convencional e por supercondutividade, flutuaçãop de carga e controle
– Recursos de energias renováveis
– Transporte – hidrogênio, bateriais, células a combstível, bioenergia e veículos.

Parece que a publicação de artigos apenas online também foi idealizada para poupar papel.
A editora do journal é a American Institute of Physics.
http://jrse.aip.org/

Hidratos de metano


HARRY TURNER/NRC-CNRC

Uma curiosa, e pouco comentada, fonte de metano – os hidratos de metano (clatratos) são estruturas em que as moléculas de água formam uma ´gaiola´ para as moléculas de metano (CH4・5.75H2O) sem ligações covalentes, só sendo estáveis em altas pressões e baixas temperaturas.

A imagem acima também chama a atenção, um pedaço deste hidrato (sintetizado em laboratório) pode ser queimado, gerando um efeito visual interessante e curioso, tem uma aparência de gelo e queima como gás.

Se você gostar do assunto e pesquisar um pouco mais, verá que estes clatratos são encarados de duas formas, como uma nova fonte de energia que pode ser explorada, ou como um novo vilão do aumento do efeito estufa na Terra. O lado vilão tem relação com um processo de liberação cada vez maior do metano aprisionado em clatratos com o aumento da temperatura, o que geraria ainda mais efeito estufa, num processo “autocatalítico”. 

A estimativa de tamanho das reservas de metano nestas condições variou muito durante os últimos anos. No início se pensava que as reservas poderiam ser gigantescas, mas novas avaliações de condições de formação das reservas deram uma nova dimensão da situação. Os valores variam entre 500-2500 gigatoneladas de carbono (Gt C), o que seria menor do que as 5000 Gt C para todas as outras reservas de combustíveis fósseis, mas maiores do que as  ~230 Gt C de reservas de gás natural.

Trecho de um documentário (somente em francês)

Texto escrito por Prof. Dr. Luís Roberto Brudna Holzle ( luisbrudna@gmail.com ) – Universidade Federal do Pampa – Bagé.