Tag: nanotubos

Separando nanotubos de carbono

microscopia eletronica de uma amostra de nanotubos
Mais uma vez as pessoas do mundo oriental mostram seus conhecimentos, desta vez é a China, que com pesquisas realizadas pelo Dr. Hao-Li Zhang e sua equipe, desvenda os segredos de como separar misturas metálicas e semicondutoras de nanotubos de carbono de parede única (SWCNTs, abreviação em inglês), através do processo de dispersão-centrifugação.

Para isso eles escolherem moléculas aromáticas que causam uma dispersão diferente para ambos os tipo de nanotubos em um meio orgânico, logo em seguida a solução sofre centrifugação, depois extraindo os SWCNTs metálicos e depois os semicondutores.

Também descobriram que usar o antraceno e o pentaceno linear tem maiores efeitos na hora de extrair os SWCNTs metálicos, onde os mesmos encontram se diluídos em soluções de N-metilpirrolidona ou dimetilformaldeído.

Ambos os nanotubos metálicos e semicontudores tem de ser separados pois sua maior aplicação só pode ser feita independente, o nanotubo metálico pode ser usado para construção de redes elétricas enquanto o nanotubos semicondutores tem seu principal objetivo de usar usado em aparelhos eletrônicos em escala nanotecnológica.

O texto original pode ser encontrado em Nanotubos de Carbono (em inglês).

ResearchBlogging.org

Liu, C., Liu, Y., Zhang, Y., Wei, R., & Zhang, H. (2009). Tandem extraction strategy for separation of metallic and semiconducting SWCNTs using condensed benzenoid molecules: effects of molecular morphology and solvent Physical Chemistry Chemical Physics DOI: 10.1039/b901517e

Texto de Dison Franco

Rádio feito com nanotubo

nem eu
Alex Zettle, professor de física, em conjunto com sua equipe de pesquisa na University of California em Berkeley, contruíram um rádio feito (em boa parte) com um único nanotubo de carbono.

Neste aparato o nanotubo de carbono serve como uma antena, sintonizador, amplificador e demodulador. Em aparelhos comuns estas partes são compostas de diversos componentes.

O vídeo abaixo foi gravado com o auxílio de um microscópio eletrônico de transmissão para possibilitar a visualização do nanotubo em ação.

Nanotube Radio
K. Jensen, J. Weldon, H. Garcia, and A. Zettl

Nano Lett., 2007, 7 (11), pp 3508–3511
DOI: 10.1021/nl0721113

Mais algumas informações em
http://www.inovacaotecnologica.com.br/noticias/noticia.php?artigo=010110071112

Alto-falantes com nanotubos

bandeira agitada pelo som
Pesquisadores da UNiversidade de Tsinghua, da China, observaram que filmes muito finos de nanotubos de carbono poderiam emitir sons se alimentados por frequências elétricas.

O pequena capacidade térmica por unidade de área filmes finos de nanotubos de carbono conduz a uma vasta gama de resposta de frequência e em um elevado nível de pressão sonora.


É… a música é a aquela ´Numa numa…“. 🙂

Flexible, Stretchable, Transparent Carbon Nanotube Thin Film Loudspeakers
https://dx.doi.org/10.1021/nl802750z

Via Carbon-based curiosities

Texto escrito por Prof. Dr. Luís Roberto Brudna Holzle.

Telescópio de poeira lunar

Flickr créditos  Rhys Jones Photography
Construir um telescópio gigante na superfície luna tem sindo um antigo sonho para os astrônomos. Um telescópio lunar com o mesmo tamanho do Hubble (2,4 metros de diâmetro) seria uma ferramenta fenomenal para a astronomia. Já um do mesmo tamanho do maior telescópio terrestre (10,4 metros de diâmetro) seria muito mais eficiente porque na Lua a atmosfera é bem menos densa e não existiria o problema de distorção óptica. Mas como seria possível construir na Lua um objeto que provavelmente teria mais de 50 metros?
Este sonho e desafio foi encarado pelo astrofísico da Nasa, Peter C. Chen, que propos a interessante idéia de se utilizar poeira lunar como um dos materiais de construção deste espelho lunar gigante. Esta tática seria mais barata, pois minimizaria a necessidade de transporte de grandes quantidades de material da Terra até a Lua.
Chen testou a possibilidade de se utilizar um compósito misturando epóxi, nanotubos de carbono e poeira lunar. Os compósitos normalmente apresentam propriedades interessantes para estes casos, como a combinação entre leveza e grande resistência. Um compósito bem conhecido é a mistura de fibra de carbono com epóxi, utilizada na estrutura de algumas bicicletas de competição.
Para testar as propriedades deste compósito lunar, Peter Chen misturou em seu laboratório a epóxi, uma pequena quantidade de nanotubos de carbono e uma mistura que simula a composição da poeira lunar. O resultado foi um material duro, denso e forte como concreto.
Entusiasmado com o resultado inicial, Chen resolveu testar a construção de um espelho utilizando a conhecida técnica de rotação da mistura. Ele derramou a mistura em uma forma (de 30 cm de diãmetro) e submeteu o conjunto a uma rotação constande até o bloco solidificar. Essa rotação garante que a peça adquira a desejada forma parabólica. Depois de endurecida a peça foi inserida em uma câmara de vácuo para depositar uma fina camada de alumínio e obter uma superfície espelhada.
Os nanotubos de carbono tornam o compósito condutor, essa condutividade pode garantir um rápido equilíbrio térmico em todo o espelho e também possibilita que seja possível aplicar uma corrente elétrica em eletrodos anexos ao espelho para corrigir eventuais deformações.
Chen calculou que para construir um espelho do mesmo tamanho do Hubble seria necessário levar para a Lua cerca de 60kg de epóxi, 1,3kg de nanotubos e 1g de alumínio, completando a mistura com 600kg de poeira lunar.
Até este ponto a idéia parece simples, mas as dificuldades começam quando se lembra que é necessário também transportar até a Lua a forma, os aparatos de mistura e de deposição da camada de alumínio, além de ter a dificuldade de se eliminar a contaminação da própria poeira lunar sobre a superfície espelhada.
A idéia de criar compósitos aproveitando a poeira lunar também pode ser expandida para a construção de blocos de estruturas em futuras bases lunares.

Fonte
http://science1.nasa.gov/science-news/science-at-nasa/2008/09jul_moonscope/

O texto também está disponível em audio (MP3 em inglês)
http://science1.nasa.gov/media/medialibrary/2008/07/09/09jul_moonscope_resources/story.mp3

Texto escrito por Prof. Dr. Luís Roberto Brudna Holzle.

Podcast da Nature – Química

Podcast da Nature

A revista Nature publica bimestralmente um podcast (arquivo de áudio) sobre química.
A edição de maio/junho está disponível, e tem como tema principal a nanotecnologia.

Um grupo do MIT relata sobre como desenvolveram técnicas para inserir nanopartículas em células.

Também está em debate a possibilidade dos nanotubos de carbono apresentarem riscos à saúde.

http://www.nature.com/chemistry/podcast/mp3/chemistry-2008-06-25.mp3

Acesse os podcasts anteriores em
http://www.nature.com/chemistry/podcast.html

Texto escrito por Prof. Dr. Luís Roberto Brudna Holzle.