Categoria: Analítica

Queimando urina de astronauta

treinamento físico de astronautas
Fazer exercícios físicos em uma estação espacial não é uma tarefa fácil. Como levantar um peso em um local com ‘pouca gravidade’?!

Assegurar a qualidade de vida e saúde dos astronautas é uma preocupação constante da Nasa; principalmente em uma era na qual se programam longas viagens para Marte. A manutenção do tônus muscular e diminuição da perda de cálcio dos ossos é possível por meio de exercícios físicos – e Destin, do canal SmarterEveryDay, mostra como isso é feito com o engenhoso uso de pistões e alavancas.

Outra questão é o monitoramento da perda de cálcio dos ossos, que pode ser detectado na urina dos astronautas. Amostras desta urina são guardas cuidadosamente, quase como um tesouro nacional, e analisadas por meio de Espectrometria de Emissão em Chama – é, eles queimam urina de astronauta!

Vídeo com legenda em português. Ative pelo YouTube.

Texto e legenda escritos por Prof. Dr. Luís Roberto Brudna Holzle ( luisbrudna@gmail.com ).

Veja também
Telescópio com poeira da Lua

Espectroscópio particular de Raman

senhor usando espectroscopio de raman
Professor Sir Martyn Poliakoff, da Universidade de Nottingham, mostra o espectroscópio particular do famoso cientista indiano Chandrasekhara Venkata Raman.
Raman – melhor chamar de Raman, porque poucos conseguem lembrar ou pronunciar Chandrasekhara Venkata – é conhecido por uma técnica de análise muito utilizada na química; a espectroscopia Raman.

O espectroscópio é uma versão de bolso que Raman usava para observar casualmente materiais que encontrava no seu cotidiano.

A espectroscopia de Raman é um método de análise de materiais que permite obter informações químicas sem necessitar efetuar uma destruição da amostra.

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Texto escrito por Prof. Dr. Luís Roberto Brudna Holzle.

Cristalização – definições

cristalização exotermica
A cristalização ou recristalização é uma técnica normalmente utilizada na purificação de substâncias químicas durante procedimentos realizados em laboratórios.

Um bom modo de purificar as substâncias, é fazer cristais delas. Quando em solução, várias impurezas podem estar dissolvidas em conjunto. Mas um cristal tende a formar uma estrutura que contém majoritariamente apenas uma substâncias. Permitindo assim atingir bons níveis de pureza.

O processo de cristalização pode ser repetido várias vezes. Uma tarefa reservada aos químicos mais experientes, já que pode demandar uma boa dose de experiência e paciência na repetição do procedimento.

No vídeo abaixo, Martyn Poliakoff dá mais detalhes sobre o processo de (re-)cristalização. E conta uma interessante história do pesquisador Perkin e a importância da sua famosa barba.

Vídeo com legendas em português.

Texto escrito por Prof. Dr. Luís Roberto Brudna Holzle.

Automatização em química

flechas circulares para ilustrar retorno
Prof. Martyn Poliakoff festeja a publicação de um artigo que trata de aprimoramento de reações químicas de forma contínua e auto otimizadas.

A mudança de diversas variáveis para testar a otimização de uma reação pode ser um processo demorado, trabalhoso e caro. Pensando em facilitar estes procedimentos, alguns químicos trabalham em montagens de equipamentos que permitam fazer estas tentativas de forma automática e auto otimizada.

Veja como Martyn conseguiu isto em reações em meio de dióxido de carbono supercrítico.
Vídeo com legendas em português. Para ativar, clique em play e depois no botão CC para selecionar a legenda.

Leia o artigo em
ResearchBlogging.org
Parrott, A., Bourne, R., Akien, G., Irvine, D., & Poliakoff, M. (2011). Self-Optimizing Continuous Reactions in Supercritical Carbon Dioxide Angewandte Chemie International Edition, 50 (16), 3788-3792 DOI: 10.1002/anie.201100412

Texto escrito por Prof. Dr. Luís Roberto Brudna Holzle.

Pausa para o cafezinho

duas manchas de café em uma superficie
Imagem de massdistraction (Flickr-CC)

Alguns afirmam que a sala do cafezinho é o local que um trabalhador vai para buscar inspiração. Para um cientista pode ser, além disto, uma boa fonte de ideias para uma pesquisa!

Entre um café e outro muitos já devem ter percebido que uma mancha de café frequentemente apresenta bordas mais escuras.

Em artigo publicado em 1999, na revista Nature, pesquisadores demonstraram que durante a evaporação do líquido ocorre um fluxo de material para as bordas da gota para contrabalancear o que foi evaporado, resultando em um arraste e acúmulo de partículas na borda.

Neste mês, em artigo publicado na Analytical Chemistry, outro grupo de pesquisas, liderado por Tak-Sing Wong, demonstrou que tal acúmulo de material pode ser usado como uma forma de separação de partículas por tamanho. Obtendo nos testes uma boa separação de uma mistura de partículas de 40nm, 1um e 4um de diâmetro; eles demonstraram que as menores formam um anel na parte externa da mancha e as maiores tendem a secar na parte interna.

No artigo de Tak-Sing Wong os autores sugerem que por não ser necessário o uso de equipamentos avançados na separação, e pela facilidade de operação do procedimento, a metodologia pode ser útil para os que necessitam de algo rápido e barato. Como em países em desenvolvimento e na miniaturização de processos de análise.

ResearchBlogging.org
Wong, T., Chen, T., Shen, X., & Ho, C. (2011). Nanochromatography Driven by the Coffee Ring Effect Analytical Chemistry DOI: 10.1021/ac102963x
ResearchBlogging.org
Deegan, R., Bakajin, O., Dupont, T., Huber, G., Nagel, S., & Witten, T. (1997). Capillary flow as the cause of ring stains from dried liquid drops Nature, 389 (6653), 827-829 DOI: 10.1038/39827

Laboratório em um papel

mão segurando quadrado de papel
“Para tratar uma doença é necessário primeiro diagnosticar”. Assim inicia a palestra proferida por George Whitesides no TEDx Boston.
George Whitesides é um dos pioneiros em técnicas de microfabricação e automontagem em nanoescala.
Um dos trabalhos representativos de Whitesides é na fabricação e proposição formas inovadoras de análise química estruturada em papel.

A escolha do papel como suporte ocorreram pela disponibilidade do material de baixo custo, possibilidade de realizar vários testes com uma única amostra, diminuição do uso de material perfurante (agulhas, seringas, etc) e facilidade de descarte após o uso.
Todos já devem conhecer o teste de gravidez, que fornece informações iniciais se uma mulher está ou não grávida. Mas este tipo de teste apenas fornece uma única informação qualitativa. E a ideia é ampliar esta técnica para fornecer dados sobre outros tipos de análise e de forma quantitativa.

Uma forma de facilitar a análise do resultado de um teste um pouco mais elaborado, eventualmente realizado por um leigo, poderia ser pelo uso de um celular. O usuário do teste poderia enviar a foto do resultado por celular e receber em pouco tempo a resposta dada por um especialista.

Veja a palestra completa no vídeo abaixo, com legendas em português, selecione em ´view subtitles´.

Texto escrito por Prof. Dr. Luís Roberto Brudna Holzle.