Month: July 2011

A cor vermelha do Pau-Brasil

Martyn Polyakoff no Jardim Botânico
Em mais um de seus passeios pelo Rio de Janeiro, o Professor Martyn foi ao Jardim Botânico para mostrar um pouco sobre a relação do Pau-Brasil e a química.

O segredo do interesse português pelo Pau-Brasil está no seu interior. A madeira apresenta uma intensa cor vermelha, devido á presença da brazilina, substância que na época servia de luxuoso material para tingimento de tecidos caros.

A síntese química deste corante e de outros substitutos atualmente garante que não necessitamos mais da exploração da madeira para o tingimento de tecidos. Mas ainda existe uma aplicação para a qual é difícil achar um material substituto, veja qual é no vídeo abaixo.

Vídeo com legendas em português. Para ativar, clique em play e depois no botão CC para selecionar a legenda.

Explosão do vidro

pirex visto do topo
Theodore Gray demonstra de uma forma drástica como um recipiente de vidro Pyrex comum não é muito resistente ao calor.

O material do Pirex de uso doméstico é de um vidro do tipo sodo-cálcico, um pouco menos resistente ao calor se comparado à vidraria comumente utilizada em laboratórios (por exemplo, os vidros borossilicatos).

A demonstração presente no vídeo (sem legendas) mostra o que acontece em uma variação brusca de temperatura em um vidro não preparado para este tipo de situação. Ao aquecer a parte externa o vidro expande e o contato com uma gota de água fria causa uma contração do material no interior do copo, resultando em tensões que acabam causando a ruptura violenta do recipiente.

Assista o vídeo em
http://www.popsci.com/science/article/2011-03/gray-matter-cant-take-heat

Não tente este tipo de experimento em casa ou sem equipamentos de proteção.

Texto escrito por Prof. Dr. Luís Roberto Brudna Holzle.